│Unidade 3
Exercícios
Capítulo 17 - “Espaços de dor e de esperança.” A questão urbana
Revendo o capítulo

1

O que significa e quando ocorre o processo de urbanização dos seres humanos?


2

Quais são as principais características das cidades industriais?


3

O que é segregação socioespacial? Por que ela ocorre?

Dialogando com a turma

1

O que significa viver em uma favela? Sendo morador ou não, como você descreveria essa experiência? O que você acha a respeito disso?


2

Pesquise sobre os principais problemas que existem na sua cidade, apresentando-os para a turma.

Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2011) As migrações transnacionais, intensificadas e generalizadas nas últimas décadas do século XX, expressam aspectos particularmente importantes da problemática racial, visto como dilema também mundial. Deslocam-se indivíduos, famílias e coletividades para lugares próximos e distantes, envolvendo mudanças mais ou menos drásticas nas condições de vida e trabalho, em padrões e valores socioculturais. Deslocam-se para sociedades semelhantes ou radicalmente distintas, algumas vezes compreendendo culturas ou mesmo civilizações totalmente diversas. A mobilidade populacional da segunda metade do século XX teve um papel importante na formação social e econômica de diversos estados nacionais. Uma razão para os movimentos migratórios nas últimas décadas e uma política migratória atual dos países desenvolvidos são:



A

a busca de oportunidades de trabalho e o aumento de barreiras contra a imigração.


B

a necessidade da qualificação profissional e a abertura das fronteiras para os imigrantes.


C

o desenvolvimento de projetos de pesquisa e acautelamento dos bens dos imigrantes.


D

a expansão da fronteira agrícola e a expulsão dos imigrantes qualificados.


E

a fuga decorrente de conflitos políticos e fortalecimento de políticas sociais.



2

(ENEM, 2009) Além dos inúmeros eletrodomésticos e bens eletrônicos, o automóvel produzido pela indústria fordista promoveu, a partir dos anos 50, mudanças significativas no modo de vida dos consumidores e também na habitação e nas cidades. Com a massificação do consumo dos bens modernos, dos eletroeletrônicos e também do automóvel, mudaram radicalmente o modo de vida, os valores, a cultura e o conjunto do ambiente construído. Da ocupação do solo urbano até o interior da moradia, a transformação foi profunda.


Uma das consequências das inovações tecnológicas das últimas décadas, que determinaram diferentes formas de uso e ocupação do espaço geográfico, é a instituição das chamadas cidades globais, que se caracterizam por:


MARICATO, E. Urbanismo na periferia do mundo globalizado: metrópoles brasileiras. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 12 ago. 2009 (adaptado).


A

possuírem o mesmo nível de influência no cenário mundial.


B

fortalecerem os laços de cidadania e solidariedade entre os membros das diversas comunidades.


C

constituírem um passo importante para a diminuição das desigualdades sociais causadas pela polarização social e pela segregação urbana.


D

terem sido diretamente impactadas pelo processo de internacionalização da economia, desencadeado a partir do final dos anos 1970.


E

terem sua origem diretamente relacionada ao processo de colonização ocidental do século XIX.

Capítulo 18: “Ocupar, resistir, produzir.” A questão da terra no Brasil
Revendo o capítulo

1

Relacione a História do Brasil Colonial com a concentração de terras nas mãos dos grandes latifundiários.


2

Qual foi o significado da Lei de Terras, de 1850?


3

De que forma podemos dizer que a Guerra de Canudos se relacionou com a questão da terra no Nordeste brasileiro?


Verificando o seu conhecimento

1

Pesquise na Internet e/ou nos livros de História a respeito das nações indígenas brasileiras e procure entender o que significou a ocupação das suas terras pelos colonizadores portugueses.


2

Investigue os diversos posicionamentos existentes na sociedade brasileira sobre as ações do MST e discuta em sala se o movimento é uma “organização legítima dos trabalhadores rurais que lutam por seus direitos” ou se é uma “organização criminosa”.


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 1998) Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do proprietário de uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras:


Depoimento 1

“A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito invasão. Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à bala. Esse povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso, se esse governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar, em dinheiro, o valor que eu quero.” - proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul.



Depoimento 2

“Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas chegaram lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é tempo de plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que custar. Hoje eu sei que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social. Ela é feita para produzir alimento. O que o homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita terra e não dependem dela para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.”– integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá – MS.


A partir da leitura do depoimento 1, os argumentos utilizados para defender a posição do proprietário de terras são:


I. A Constituição do país garante o direito à propriedade privada, portanto, invadir terras é crime.

II. O MST é um movimento político controlado por partidos políticos.

III. As terras são o fruto do árduo trabalho das famílias que as possuem.

IV. Este é um problema político e depende unicamente da decisão da justiça.


Estão corretas as proposições:


A

I, apenas.


B

I e IV, apenas.


C

II e IV, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

I, III e IV, apenas.



2

A partir da leitura do depoimento 2, quais os argumentos utilizados para defender a posição de um trabalhador rural sem terra?


I. A distribuição mais justa da terra no país está sendo resolvida, apesar de que muitos ainda não têm acesso a ela.

II. A terra é para quem trabalha nela e não para quem a acumula como bem material.

III. É necessário que se suprima o valor social da terra.

IV. A mecanização do campo acarreta a dispensa de mão de obra rural.


Estão corretas as proposições:


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

II e IV, apenas


D

I, II e III, apenas.


E

III, I, IV, apenas



Capítulo 19: “Chegou o caveirão!” E agora? Violência e desigualdades sociais
Revendo o capítulo

1

Defina ou redefina a ideia de “exclusão”, tomando como referência a análise de Karl Marx apresentada no texto.


2

O que significa capitalismo de pilhagem?


3

O que é a política da “tolerância zero”?

Dialogando com a turma

1

Em relação à diminuição da maioridade penal, qual sua posição, a favor ou contra? Por quê? Reflita, em sua resposta, os dados que o texto aponta a respeito do sistema prisional brasileiro.


2

Debata com seus colegas: quais seriam as soluções para se combater o crime organizado e a violência generalizada em nossa sociedade?

Verificando o seu conhecimento

1

Observe a charge abaixo, de autoria do cartunista Latuff, analise as afirmativas apresentadas a seguir e assinale aquela que melhor corresponde às questões debatidas neste capítulo.

charge

A

O problema da violência urbana pode ser resolvido somente com maior repressão por parte do Estado, como servem de exemplo as incursões das forças policiais em favelas.


B

A charge “Operação militar na favela” não corresponde à realidade que se presencia no cotidiano da vida dos moradores dessas regiões que vivem ou viveram situações de intervenção das forças de segurança pública.


C

A violência urbana não se trata apenas de uma questão social, pois se relaciona principalmente ao caráter das pessoas que se envolvem com a criminalidade – e a maioria dessas pessoas, estatisticamente, reside em favelas.


D

O fenômeno da violência urbana deve ser analisado, sob o ponto de vista sociológico, levando-se em conta a complexa rede de relações sociais existentes nas sociedades, dos interesses de grupos e classes sociais e as desigualdades sociais.


E

Devemos entender as operações militares em favelas como ações concretas da parte do Estado para desmantelar as redes do tráfico de drogas, no seu alto comando.



2

(ENEM, 2001). O gráfico compara o número de homicídios por grupo de 100.000 habitantes entre 1995 e 1998 nos EUA, em estados com e sem pena de morte.


Com base no gráfico, pode-se afirmar que:


A

a taxa de homicídios cresceu apenas nos estados sem pena de morte.


B

nos estados com pena de morte a taxa de homicídios é menor que nos estados sem pena de morte.


C

no período considerado, os estados com pena de morte apresentaram taxas maiores de homicídios.


D

entre 1996 e 1997, a taxa de homicídios permaneceu estável nos estados com pena de morte.


E

a taxa de homicídios nos estados com pena de morte caiu pela metade no período considerado.



Capítulo 20: “A gente não quer só comida...” Religiosidade e juventude no século XXI
Revendo o capítulo

1

Explique a importância da religião para Durkheim, Marx e Weber.


2

Qual a importância do estudo das religiões para a Sociologia?


3

A religiosidade é um fator importante na vida dos jovens de hoje? Por quê?


Dialogando com a turma

1

Você acredita que algumas lideranças religiosas manipulam de alguma forma os seus fiéis, como de vez em quando denuncia parte da mídia? Realize um debate sobre este tema com seus colegas, a partir das informações contidas no texto.


2

Em sua opinião, considerando as questões apresentadas neste capítulo, você acha possível considerar que no atual mundo globalizado as religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, poderão se extinguir? Justifique a sua resposta.


Verificando o seu conhecimento

A

Para Marx, a religião é uma criação humana, relacionada à necessidade que os homens têm de acreditar em algo que alivie o seu sofrimento.


B

Para Durkheim, a religião é uma criação humana e social, sendo importante por estabelecer regras de comportamento que contribuem para a organização da sociedade.


C

Segundo Weber, a compreensão dos comportamentos religiosos torna possível um melhor entendimento das atividades humanas.


D

Para Durkheim, a religião não pode ser negada pela ciência, pois ela é um fato social.


E

De acordo com Weber, o surgimento do capitalismo foi determinante para a mudança nas concepções religiosas a respeito do papel desempenhado pelo trabalho nas diversas sociedades.



2

(ENEM, 2000) Os quatro calendários apresentados abaixo mostram a variedade na contagem do tempo em diversas sociedades.

Com base nas informações apresentadas, pode-se afirmar que:


A

o final do milênio, 1999/2000, é um fator comum às diferentes culturas e tradições.


B

embora o calendário cristão seja hoje adotado em âmbito internacional, cada cultura registra seus eventos marcantes em calendário próprio.


C

o calendário cristão foi adotado universalmente porque, sendo solar, é mais preciso que os demais.


D

a religião não foi determinante na definição dos calendários.


E

o calendário cristão tornou-se dominante por sua antiguidade.



Capítulo 21: “Onde você esconde seu racismo?” Desnaturalizando as desigualdades raciais
Revendo o capítulo

1

Defina preconceito, discriminação e racismo


2

De que maneira podemos identificar o que intitulamos como “formas sutis” de racismo presentes no cotidiano?


3

Comente o resultado da pesquisa realizada pelo PNAD/IBGE de 1976 a respeito das cores do povo brasileiro.


Dialogando com a turma

1

Pesquise na internet notícias de discriminação racial que ocorreram recentemente no Brasil e em outros países. Comente as matérias encontradas.


2

Discuta com seus colegas as manifestações de racismo existentes no cotidiano escolar e, a partir das conclusões obtidas, organize um trabalho, em equipe, para ser apresentado à escola como um todo e que possa contribuir para o fim da discriminação racial.


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2010)


Ó sublime pergaminho

Libertação geral

A princesa chorou ao receber

A rosa de ouro papal

Uma chuva de flores cobriu o chão

E o negro jornalista

De joelhos beijou sua mão

Uma voz na varanda do paço ecoou:

“Meu Deus, meu Deus

Está extinta a escravidão”.


O samba-enredo de 1968 reflete e reforça uma concepção acerca do fim da escravidão ainda viva em nossa memória, mas que não encontra respaldo nos estudos históricos mais recentes. Nessa concepção ultrapassada, a Abolição é apresentada como:

A

conquista dos trabalhadores urbanos livres, que demandavam a redução da jornada de trabalho.


B

concessão do governo, que ofereceu benefícios aos negros, sem consideração pelas lutas de escravos e abolicionistas.


C

ruptura na estrutura socioeconômica do país, sendo responsável pela otimização da inclusão social dos libertos.


D

fruto de um pacto social, uma vez que agradaria os agentes históricos envolvidos na questão; fazendeiros, governos e escravos.


E

forma de inclusão social, uma vez que a Abolição possibilitaria a concretização de direitos civis e sociais para os negros.


Capítulo 22: "Lugar de mulher é onde ela quiser?"
Revendo o capítulo

1

O que significa feminismo? Explique e caracterize as chamadas "quatro ondas" do movimento feminista, apresentando também as críticas que o identificam com uma perspectiva eurocêntrica.


2

O capítulo se encerra apresentando diversos dados sobre a condição das mulheres em nosso país. A partir dessas informações, (a) pesquise e atualize os números a respeito da violência contra as mulheres brasileiras, incluindo os dados sobre os casos de feminicídio; e (b) pesquise e apresente para a turma dados sobre a condição das mulheres em outras partes do planeta, comparando com a realidade que vivemos aqui.


3

Caracterize o que pode ser entendido como assédio sexual, comentando as informações contidas no seguinte cartaz:


Dialogando com a turma

1

Faça um levantamento de frases difundidas pelo movimento feminista, em seus diversos contextos históricos e culturais, e debata com a sua turma os significados, as concepções e as polêmicas envolvidas em cada uma delas, assim como os mecanismos que regem as ideologias machistas.

Alguns exemplos:


- "Não se nasce mulher, torna-se" (Simone de Beauvoir);
- "Meu corpo, minhas regras";
- "Eu não vim da sua costela; você é que veio do meu útero!";
- "Mulher bonita é aquela que luta!".


2

Pesquise, leia e debata com a turma o conteúdo do Manifesto da "Marcha das Vadias".


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM 2015) Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.

BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.


Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir contribuiu para estruturar um movimento social que teve como marca o (a)


A

ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual.


B

pressão do Poder Legislativo para impedir a dupla jornada de trabalho.


C

organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero.


D

oposição de grupos religiosos para impedir os casamentos homoafetivos.


E

estabelecimento de políticas governamentais parapromover ações afirmativas.



2

(ENEM 2015)

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I

Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%, mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país. WALSELFISZ, J. J. Mapa da Violência 2012. Atualização: Homicídio de mulheres no Brasil. Disponível em: www.mapadaviolencia.org.br. Acesso em: 8 jun. 2015.


TEXTO II

TIPO DE VIOLÊNCIA RELATADA 51,68% 31,81% Violência física Violência psicológica Violência moral Violência sexual Violência patrimonial Cárcere privado Tráfico de pessoas 9,68% 2,86%1,94% 1,76% 0,26% BRASIL. Secretaria de Políticas para as Mulheres. Balanço 2014. Central de Atendimento à Mulher: Disque 180. Brasília, 2015. Disponível em: www.spm.gov.br. Acesso em: 24 jun. 2015 (adaptado).


TEXTO III

Disponível em: www.compromissoeatitude.org.br. Acesso em: 24 jun. 2015 (adaptado).


TEXTO IV

O IMPACTO EM NÚMEROS Com base na Lei Maria da Penha, mais de 330 mil processos foram instaurados apenas nos juizados e varas especializados Fontes: Conselho Nacional de Justiça, Departamento Penitenciário Nacional e Secretaria de Políticas para as Mulheres 332.216 processos que envolvem a Lei Maria da Penha chegaram, entre setembro de 2006 e março de 2011, aos 52 juizados e varas especializados em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher existentes no País. O que resultou em: 58 mulheres e 2.777 homens enquadrados na Lei Maria da Penha estavam presos no País em dezembro de 2010. Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul não constam desse levantamento feito pelo Departamento Penitenciário Nacional 237 mil 1.577 prisões preventivas decretadas 9.715 prisões em flagrante 33,4% de processos julgados Sete de cada dez vítimas que telefonaram para o Ligue 180 afirmaram ter sido agredidas pelos companheiros relatos de violência foram feitos ao Ligue 180, serviço telefônico da Secretaria de Políticas para as Mulheres Disponível em: www.istoe.com.br. Acesso em: 24 jun. 2015 (adaptado)


Capítulo 23: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”
Revendo o capítulo

1

Qual a diferença entre sexo e gênero? E o que significam os conceitos de orientação sexual e identidade de gênero?


2

De que maneira a homofobia e transfobia se materializam?


3

Faça uma reflexão sobre as transformações que aconteceram a partir da metade do século XX e que garantiram o avanço dos direitos de pessoas trans e homossexuais.


Dialogando com a turma

1

Você se considera preconceituoso com relação a homossexuais e pessoas trans? Que ideias você tem sobre o assunto? De onde você acha que vêm suas concepções sobre gênero e orientação sexual? Você já viveu algum tipo de discriminação? Quais as semelhanças e as diferenças entre o preconceito que você já sofreu e o que atinge homossexuais e pessoas trans?


2

Pesquise em equipe e apresente para a turma informações a respeito das batalhas políticas travadas no país durante o ano de 2015 em relação à chamada "ideologia de gênero" nas escolas, apresentando os argumentos das partes em confronto. Esse embate ocorreu no município em que você reside? Aproveite para diferenciar o termo "ideologia de gênero" dos conceitos que você aprendeu neste capítulo.


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2010) A primeira instituição de ensino brasileira que inclui disciplinas voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) abriu inscrições na semana passada. A grade curricular é inspirada em similares dos Estados Unidos da América e da Europa. Ela atenderá jovens com aulas de expressão artística, dança e criação de fanzines. É aberta a todo o público estudantil e tem como principal objetivo impedir a evasão escolar de grupos socialmente discriminados.

O texto trata de uma política pública de ação afirmativa voltada ao público LGBT. Com a criação de uma instituição de ensino para atender esse público, pretende-se:


A

contribuir para a invisibilidade do preconceito ao grupo LGBT


B

copiar os modelos educacionais dos EUA e da Europa.


C

permitir o acesso desse segmento ao ensino técnico.


D

criar uma estratégia de proteção e isolamento do grupo.


E

promover o respeito à diversidade sexual no sistema de ensino.



2

(ENEM, 2010) “Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando.

O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no país.


A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas:


A

à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.


B

à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.


C

à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.


D

a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.


E

a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.


Capítulo 24: “Tudo se chama nuvem, Tudo se chama rio”
Revendo o capítulo

1

Quais são os fatores que explicam o crescimento populacional dos povos indígenas nos últimos anos?


2

Descreva pelo menos duas das cinco ideias equivocadas sobre os povos indígenas no Brasil.


3

Quais são as principais características dos povos indígenas, segundo Gersem Baniwa?


Dialogando com a turma

1

Com a ajuda de seu professor ou professora, organize com seus colegas uma pesquisa no seu bairro e tente descobrir quais são os termos e palavras das línguas indígenas presentes no cotidiano das pessoas.


2

Existem indígenas vivendo em quase todos os estados brasileiros e, ao contrário do que se pensa, eles não estão presente somente "na floresta" Assim, faça uma pesquisa, com a ajuda do seu professor/a, sobre os indígenas presentes em sua cidade, ou em seu estado. Onde estão? Como vivem? O que pensam?


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM/2010) Os vestígios dos povos Tupi-guarani encontram-se desde as Missões e o rio da Prata, ao sul, até o Nordeste, com algumas ocorrências ainda mal conhecidas no sul da Amazônia. A leste, ocupavam toda a faixa litorânea, desde o Rio Grande do Sul até o Maranhão. A oeste, aparecem (no rio da Prata) no Paraguai e nas terras baixas da Bolívia. Evitam as terras inundáveis do Pantanal e marcam sua presença discretamente nos cerrados do Brasil central. De fato, ocuparam, de preferência, as regiões de floresta tropical e subtropical.

PROUS, A. O Brasil antes dos brasileiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.



Os povos indígenas citados possuíam tradições culturais específicas que os distinguiam de outras sociedades indígenas e dos colonizadores europeus. Entre as tradições tupi-guarani, destacava-se:


A

a organização em aldeias politicamente independentes, dirigidas por um chefe, eleito pelos indivíduos mais velhos da tribo.


B

a ritualização da guerra entre as tribos e o caráter semissedentário de sua organização social


C

a conquista de terras mediante operações militares, o que permitiu seu domínio sobre vasto território.


D

o caráter pastoril de sua economia, que prescindia da agricultura para investir na criação de animais.


E

o desprezo pelos rituais antropofágicos praticados em outras sociedades indígenas.



2

(ENEM/2010) Coube aos Xavante e aos Timbira, povos indígenas do Cerrado, um recente e marcante gesto simbólico: a realização de sua tradicional corrida de toras (de buriti) em plena Avenida Paulista (SP), para denunciar o cerco de suas terras e a degradação de seus entornos pelo avanço do agronegócio.

RICARDO, B.; RICARDO, F. Povos indígenas do Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006 (adaptado)



A questão indígena contemporânea no Brasil evidencia a relação dos usos socioculturais da terra com os atuais problemas socioambientais, caracterizados pelas tensões entre:


A

a expansão territorial do agronegócio, em especial nas regiões Centro-Oeste e Norte, e as leis de proteção indígena e ambiental.


B

os grileiros articuladores do agronegócio e os povos indígenas pouco organizados no Cerrado.


C

as leis mais brandas sobre o uso tradicional do meio ambiente e as severas leis sobre o uso capitalista do meio ambiente.


D

os povos indígenas do Cerrado e os polos econômicos representados pelas elites industriais paulistas.


E

o campo e a cidade no Cerrado, que faz com que as terras indígenas dali sejam alvo de invasões urbanas.