│Unidade 1
Exercícios
Capítulo 1 - Sociologia: dialogando com você

1

Como pode ser definida a Sociologia?


2

Explique o significado da ideia de imaginação sociológica e qual seria a importância de utilizá-la?


3

Diferencie senso comum e Sociologia.



Dialogando com a turma

1

Discuta com seus colegas de turma os motivos de sua escolha profissional. Se ainda não escolheu uma profissão, responda: a sociedade influenciará na sua escolha ou você terá autonomia para fazer uma opção?



2

Baseando-se no exemplo dado no texto sobre os conhecimentos necessários para se combater o fumo, elabore junto com seus colegas outros exemplos em que se faça necessária a análise das Ciências Naturais e da Sociologia.

Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2010)

As redes sociais de relacionamento ganham força a cada dia. Uma das ferramentas que tem contribuído significativamente para que isso ocorra é o surgimento e a consolidação da blogosfera, nome dado ao conjunto de blogs e blogueiros que circulam pela Internet. Um blog é um site com acréscimos dos chamados artigos, ou posts. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog. Muitos blogs fornecem comentários ou notícias sobre um assunto em particular; outros funcionam mais como diários on-line. Um blog típico combina texto, imagens e links para outros blogs, páginas da web e mídias relacionadas a seu tema. A possibilidade de leitores deixarem comentários de forma a interagir com o autor e outros leitores é uma parte importante dos blogs.

O que foi visto com certa desconfiança pelos meios de comunicação virou até referência para sugestões de reportagem. A linguagem utilizada pelos blogueiros, autores e leitores de blogs, foge da rigidez praticada nos meios de comunicação e deixa o leitor mais próximo do assunto, além de facilitar o diálogo constante entre eles.


Disponível em: http//pt.wikipedia.org. Acesso em: 21 maio 2010 (adaptado).


As redes sociais compõem uma categoria de organização social em que grupos de indivíduos utilizam a internet com objetivos comuns de comunicação e relacionamento. Nesse contexto, os chamados blogueiros:



(A)

promovem discussões sobre diversos assuntos, expondo seus pontos de vista particulares e incentivando a troca de opiniões e consolidação de grupos de interesse.


(B)

contribuem para o analfabetismo digital dos leitores de blog, uma vez que não se preocupam com os usos padronizados da língua.


(C)

interferem nas rotinas de encontros e comemorações e determinados segmentos, porque supervalorizam contato a distância.


(D)

definem previamente seus seguidores, de modo a evitar que as pessoas que não compactuam com as mesmas opiniões interfiram no desenvolvimento de determinados assuntos.


(E)

utilizam os blogs para exposição de mensagens particulares, sem se preocuparem em responder aos comentários recebidos, e abdicam do uso de outras ferramentas virtuais, como o correio eletrônico.



2

Observe a ilustração a seguir e assinale depois a alternativa que apresenta correspondência e sentido entre a resposta dada pelo joão-de-barro e a definição de senso comum:

Aqui vai ter uma charge Charge

(A)

A resposta do joão-de-barro reflete a sua integração ao senso comum.


(B)

A pergunta do outro joão-de-barro revela o seu inconformismo com o senso comum.


(C)

Os dois personagens do desenho assumem na sociedade comporta-mentos distintos, mas ambos podem ser identificados como característicos do senso comum.


(D)

A frase “resolvi inovar” significa, no caso, a ideia de assumir como natural um comportamento que poderia ser entendido como estranho.


(E)

O desenho objetiva provocar uma reflexão sobre a padronização do nosso pensamento e do nosso comportamento, que podem significar “coisas que fazemos sem pensar”.

Capítulo 2: “Quem sabe faz a hora e não espera acontecer?” A socialização dos indivíduos
Dialogando com a turma

1

Discuta com seus colegas como as teorias de Marx, Durkheim e Weber poderiam ser aplicadas ao seu cotidiano.


2

Dê um exemplo em relação à socialização secundária, pensando na realidade de seu bairro ou cidade. Justifique sua resposta.

Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 1999) A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.


Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com:



(A)

a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.


(B)

a expressiva diminuição da oferta de mão de obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.


(C)

a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.


(D)

o crescimento do Estado, ao mesmo tempo em que diminuía a representação operária nos parlamentos.


(E)

a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais europeias.



2

Para Max Weber todo indivíduo é dotado de capacidade e vontade para assumir uma posição consciente no mundo. Weber, porém, apesar de fazer esta afirmação, levanta uma série de considerações a respeito da compreensão que os sociólogos precisam ter, ao observar e tentar entender as ações dos indivíduos na sociedade. Seguem abaixo algumas dessas considerações. Assinale a única que está incorreta, sob o ponto de vista weberiano:



(A)

Weber formulou uma teoria que representa as ações dos indivíduos exatamente como acontecem na realidade cotidiana.


(B)

Weber diz que para compreender a sociedade é preciso entender a ação social, ou seja, a ação que o indivíduo comete quando leva em consideração as ações dos outros indivíduos em suas atitudes e intenções.


(C)

Weber entende que a ação humana tem sempre, necessariamente, sentido.


(D)

Segundo a concepção de Weber, a ação do indivíduo se baseia nos regulamentos que fazem sentido para vários indivíduos.


(E)

Weber afirma que é impossível compreender a realidade humana em sua totalidade, em razão da sua complexidade e diversidade.




Capítulo 3 - “O que se vê mais, o jogo ou o jogador?” Indivíduos e Instituições Sociais

1

O que significa socialização?


2

O que Durkheim quer dizer com o conceito de divisão do trabalho social?


3

Como Weber define juízo de possibilidade?

Dialogando com a turma

1

Discuta com seus colegas como as teorias de Marx, Durkheim e Weber poderiam ser aplicadas ao seu cotidiano.


2

Dê um exemplo em relação à socialização secundária, pensando na realidade de seu bairro ou cidade. Justifique sua resposta.

Verificando o seu conhecimento
1
(ENEM, 1999)

A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.

Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com:

(A)

a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.


(B)

a expressiva diminuição da oferta de mão de obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.


(C)

a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.


(D)

o crescimento do Estado, ao mesmo tempo em que diminuía a representação operária nos parlamentos.


(E)

a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais europeias.


2

Para Max Weber todo indivíduo é dotado de capacidade e vontade para assumir uma posição consciente no mundo. Weber, porém, apesar de fazer esta afirmação, levanta uma série de considerações a respeito da compreensão que os sociólogos precisam ter, ao observar e tentar entender as ações dos indivíduos na sociedade. Seguem abaixo algumas dessas considerações. Assinale a única que está incorreta, sob o ponto de vista weberiano:

(A)

Weber formulou uma teoria que representa as ações dos indivíduos exatamente como acontecem na realidade cotidiana.


(B)

Weber diz que para compreender a sociedade é preciso entender a ação social, ou seja, a ação que o indivíduo comete quando leva em consideração as ações dos outros indivíduos em suas atitudes e intenções.


(C)

Weber entende que a ação humana tem sempre, necessariamente, sentido.


(D)

Segundo a concepção de Weber, a ação do indivíduo se baseia nos regulamentos que fazem sentido para vários indivíduos.


(E)

Weber afirma que é impossível compreender a realidade humana em sua totalidade, em razão da sua complexidade e diversidade.

Capítulo 4 - “O que se vê mais, o jogo ou o jogador?” Indivíduos e Instituições Sociais

1

Defina cultura de acordo com o senso comum



2

O que significa a afirmação “nossa sociedade é multicultural”?



3

Explique a importância da definição de cultura pela Sociologia, comparando-a com a definição do senso comum


Dialogando com a turma

1

Você já presenciou alguma situação em que as pessoas definiam cultura no senso comum? Descreva-a para seus colegas de turma.




2

Neste capítulo apresentamos como exemplo o beijo, que se manifesta de forma diferenciada em diversas sociedades. Dê outro exemplo de gestos que são diferentes e discuta com seus colegas as possibilidades de significados para esses gestos.


Verificando seu conhecimento

1

(ENEM, 2001) Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.

I – “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus. (...) É preciso congelar essas ideias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas. (...) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.”


Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas, Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994.


II – “O Brasil não terá índios no final do século XXI (...). E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio civilizatório.”


Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 1994.

Pode-se afirmar, segundo os textos, que:


(A)

tanto Terena quanto Jaguaribe propõem ideias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturação feita pela “civilização branca”, e o segundo, o confinamento de tribos.


(B)

Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a língua do país, enquanto a ideia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade cultural dos índios.


(C)

Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI, seja feita uma limpeza étnica no Brasil.


(D)

Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira.


(E)

Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.



2

(ENEM, 2010)

Não é raro ouvirmos falar que o Brasil é o país das danças ou um país dançante. Essa nossa “fama” é bem pertinente, se levarmos em consideração a diversidade de manifestações rítmicas e expressivas existentes de Norte a Sul. Sem contar a imensa repercussão de nível internacional de algumas delas. Danças trazidas pelos africanos escravizados, danças relativas aos mais diversos rituais, danças trazidas pelos migrantes etc. Algumas preservam suas características e pouco se transformaram com o passar do tempo, como o forró, o maxixe, o xote, o frevo. Outras foram criadas e são recriadas a cada instante: inúmeras influências são incorporadas, e as danças transformam-se, multiplicam-se. Nos centros urbanos, existem danças como o funk, o hip hop, as danças de rua e de salão.

É preciso deixar claro que não há jeito certo ou errado de dançar. Todos podem dançar, independentemente de biótipo, etnia ou habilidade, respeitando-se as diferenciações de ritmos e estilos individuais.

GASPARI, T. C. Dança e educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008 (adaptado).

Com base no texto, verifica-se que a dança, presente em todas as épocas, espaços geográficos e culturais é uma:


(B)

forma de expressão corporal baseada em gestos padronizados e realizada por quem tem habilidade para dançar.


(C)

manifestação rítmica e expressiva voltada para as apresentações artísticas, sem que haja preocupação com a linguagem corporal.


(D)

prática que traduz os costumes de determinado povo ou região e está restrita a este.


(E)

representação das manifestações, expressões, comunicações e características culturais de um povo.


Capítulo 5 - “Sejam realistas: exijam o impossível!” Identidades sociais e culturais

1

O que dizem sobre o conceito de identidade os pensadores George Mead e Erving Goffman?



2

Sintetize as três concepções de identidade formuladas pelo sociólogo Stuart Hall.



3

Quais são as dimensões do ser jovem no Brasil, segundo o sociólogo Juarez Dayrell?



Dialogando com a turma

1

O texto cita o uso de drogas e a liberação sexual como acontecimentos que marcaram a década de 1960. Hoje, podemos dizer que tanto um quanto o outro assumiram significados bem diferentes. Pesquise a respeito e debata a sua opinião com a turma.


2

Entreviste, na sua família, uma pessoa que tenha sido jovem na década de 1960 e anote a opinião dela a respeito dos acontecimentos, sob o ponto de vista de alguém que presenciou ou viveu intensamente aquela época. Compare a sua entrevista com as de seus colegas e, em conjunto, relate as diferentes visões encontradas.

Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2011)
Em geral, os tupinambás ficam bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e pêros (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

O viajante francês Jean de Loy (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido:


(A)

do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.


(B)

da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.


(C)

do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.


(D)

da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.


(E)

da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.


2

(ENEM, 2011)
A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do Dia da Consciência Negra.

A referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque:


(A)

legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.


(B)

divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.


(C)

reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.


(D)

garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.


(E)

impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.


Capítulo 6 - “Ser diferente é normal”: as diferenças sociais e culturais

1

Diferencie os termos desigualdade social e diferenças sociais e culturais.


2

O que significa etnocentrismo?


3

O que significa interculturalidade?


Dialogando com a turma

1

Faça uma pesquisa sobre músicas que fazem referência às diferenças culturais existentes no Brasil. Apresente o resultado do seu trabalho para a turma.


2

Debata com a sua turma, a reflexão do sociólogo Boaventura de Sousa Santos: “temos o direito a ser iguais sempre que a diferença nos inferioriza; temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza”.


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2002)

figura 9

De acordo com a história em quadrinhos protagonizada por Hagar e seu filho Hamlet, pode-se afirmar que a postura de Hagar:



(A)

valoriza a existência da diversidade social e de culturas, e as várias representações e explicações desse universo.


(B)

desvaloriza a existência da diversidade social e as várias culturas, e determina uma única explicação para esse universo.


(C)

valoriza a possibilidade de explicar as sociedades e as culturas a partir de várias visões de mundo.


(D)

valoriza a pluralidade cultural e social ao aproximar a visão de mundo de navegantes e não-navegantes.


(E)

desvaloriza a pluralidade cultural e social, ao considerar o mundo habitado apenas pelos navegantes.


2

- (ENEM, 2010)



Chegança


Sou Pataxó,
Sou Xavante e Carriri,
Ianomâni, sou Tupi
Sou Pancaruru,
Carijó,Tupinajé,
Sou Potiguar, sou Caeté
Ful-ni-ô Tupinambá.

Eu atraquei num porto seguro,
Céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar.
Logo sonhei que estava no paraíso
Onde nem era preciso dormir para sonhar.

Mas de repente me acordei com a surpresa:
Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.
De grande-nau,
Um branco de barba escura,
Vestindo uma armadura me apontou para me pegar.
E assustado dei um pulo da rede,

Pressenti a fome, a sede,
Eu pensei: “vão me acabar”.
Levantei-me de Borduna já na mão.
Aí, senti no coração,
O Brasil vai começar.

A letra da canção apresenta um tema recorrente da história da colonização brasileira, as relações de poder entre os portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no mito:



(A)

da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira.


(B)

da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros.


(C)

do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização.


(D)

da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para estabelecer o povoamento da colônia.


(E)

do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.


Capítulo 7 - “A matrix está em toda parte...”: ideologia e visões de mundo

1

Defina o conceito de ideologia, comparando as definições apresentadas por Marx, Lênin, Gramsci e Mannheim


2

Como a ideologia se manifesta em sua escola? Dê exemplos.


3

Por que podemos afirmar que existe uma “Matrix nossa de cada dia”?


Dialogando com a turma

1

Podemos afirmar que o preceito constitucional que afirma que “todos são iguais perante a lei” trata-se de uma afirmação ideológica? Por quê?


2

Debata com os seus colegas sobre a importância do estudo da ideologia, procurando perceber de que forma ela afeta a sua vida.


Verificando o seu conhecimento

1

(ENEM, 2009)


Os regimes totalitários da primeira metade do século XX apoiaram-se fortemente na mobilização da juventude em torno da defesa de ideias grandiosas para o futuro da nação. Nesses projetos, os jovens deveriam entender que só havia uma pessoa digna de ser amada e obedecida, que era o líder. Tais movimentos sociais juvenis contribuíram para a implantação e a sustentação do nazismo, na Alemanha, e do fascismo, na Itália, Espanha e Portugal.
A atuação desses movimentos juvenis caracterizava-se:



(A)

pelo sectarismo e pela forma violenta e radical com que enfrentavam os opositores ao regime.


(B)

pelas propostas de conscientização da população acerca dos seus direitos como cidadãos.


(C)

pela promoção de um modo de vida saudável, que mostrava os jovens como exemplos a seguir.


(D)

pelo diálogo, ao organizar debates que opunham jovens idealistas e velhas lideranças conservadoras.


(E)

pelos métodos políticos populistas e pela organização de comícios multitudinários.


2

(ENEM, 2009)


Na democracia estadunidense, os cidadãos são incluídos na sociedade pelo exercício pleno dos direitos políticos e também pela ideia geral de direito de propriedade. Compete ao governo garantir que esse direito não seja violado. Como consequência, mesmo aqueles que possuem uma pequena propriedade sentem-se cidadãos de pleno direito.
Na tradição política dos EUA, uma forma de incluir socialmente os cidadãos é:



(A)

submeter o indivíduo à proteção do governo.


(B)

hierarquizar os indivíduos segundo suas posses.


(C)

estimular a formação de propriedades comunais.


(D)

vincular democracia e possibilidades econômicas individuais.


(E)

defender a obrigação de que todos os indivíduos tenham propriedades.


Capítulo 8 - “Ganhava a vida com muito suor e mesmo assim não podia ser pior.” O trabalho e as desigualdades sociais na História das sociedades

1

Compare as diversas sociedades no que diz respeito às relações de produção.


2

O que significa estratificação social?


3

O que significa mobilidade social? E como ela pode ser classificada no sistema de classes?


Dialogando com a turma

1

É uma condição natural da humanidade a divisão entre ricos e pobres? Por quê?


2

Discuta com seus colegas e faça uma pesquisa sobre os tipos de mobilidade social existentes na cidade onde você reside. A partir do resultado da pesquisa, elabore um texto expondo as suas conclusões.


Verificando o seu conhecimento

1

– (ENEM, 2009)



Os Yanomami constituem uma sociedade indígena do norte da Amazônia e formam um amplo conjunto linguístico e cultural. Para os Yanomami, urihi, a “terrafloresta”, não é um mero cenário inerte, objeto de exploração econômica, e sim uma entidade viva, animada por uma dinâmica de trocas entre os diversos seres que a povoam. A floresta possui um sopro vital, wixia, que é muito longo. Se não a desmatarmos, ela não morrerá. Ela não se decompõe, isto é, não se desfaz. É graças ao seu sopro úmido que as plantas crescem. A floresta não está morta, pois, se fosse assim, as florestas não teriam folhas. Tampouco se veria água. Segundo os Yanomami, se os brancos os fizerem desaparecer para desmatá-la e morar no seu lugar, ficarão pobres e acabarão tendo fome e sede.


ALBERT, B. Yanomami, o espírito da floresta. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007 (adaptado).

De acordo com o texto, os Yanomami acreditam que:

(A)

a floresta não possui organismos decompositores.


(B)

o potencial econômico da floresta deve ser explorado.


(C)

o homem branco convive harmonicamente com urihi.


(D)

as folhas e a água são menos importantes para a floresta que seu sopro vital.


(E)

Wixia é a capacidade que tem a floresta de se sustentar por meio de processos vitais.


2

(ENEM, 2009)


Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões que mais sofrem com a fraqueza do poder público, o bloqueio dos canais de financiamento agrícola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse problema, mas os governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas distâncias e pelo poder intimidador dos proprietários. Organizações não governamentais e grupos como a Pastoral da Terra têm agido corajosamente, acionando as autoridades públicas e ministrando aulas sobre direitos sociais e trabalhistas.


“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”. Disponível em:

Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem sido fundamental, porque eles:



(A)

negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a redução da carga horária de trabalho.


(B)

defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e mercados das fazendas e carvoarias.


(C)

substituem as autoridades policiais e jurídicas na resolução dos conflitos entre patrões e empregados.


(D)

encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações de conscientização dos trabalhadores.


(E)

fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos seus servidores.